O macramê chegou assim
- 4 de nov. de 2021
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Desde quando ouvi falar em macramê, há uns 5 anos atrás achei lindo, aos poucos fui decorando aqui em casa e fui me apegando cada vez mais nas plantas - eu sempre admirei a natureza, estar junto dela me reabastece, me sinto acolhida - quando vi estava pensando numa decoração mais confortável e afetiva.
No meio tempo entre decorar/cuidar de casa e empreender na Cucas da Ju, após um ritmo intenso de produção de páscoa me senti um tanto frustrada, tinha excedido alguns limites de cansaço e de ansiedade, logo depois eu e Le pegamos covid.
Então resolvi fazer uma pausa, para acalmar tudo. Me vi desenhando, pintando e comprando meu primeiro rolo de cordão de algodão, vendo alguns vídeos na internet e tentando fazer um painel.
Passei dois dias fazendo e desfazendo meu primeiro painel, usei um cordão de algodão trançado sem enchimento que nem é tão apropriado assim para fazer macramê.
Mas o que senti foi algo realmente bom.

Aprender algo novo, fazer do zero, tentar mais de uma vez, me superar, isso tudo acalmou minha mente, estava ali, presente, focada, concentrada.
Senti um calor nas mãos que vinham do algodão, meu corpo estava aquecido. Eu acredito em energia, em transformação de energia, acredito na espiritualidade e senti aquela coisa boa, confortável, quente, eu tinha transformado um cordão de algodão em uma peça que iria decorar minha casa. Me senti bem, calma, energizada.
Desde então, fui vendo um vídeo aqui outro ali, buscando mais sobre o assunto, vendo inspirações, entendendo mais e melhor, fiz jornadas, tentei fazer algumas outras coisas, fui presenteando um amigo aqui outro ali e iniciei um curso que estou aprendendo muito e pretendo fazer outros e aprimorar a técnica com o passar do tempo.
escrito por Juliana Maiello



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